Em função da comemoração do dia dos pais que ocorre em 9 de agosto, data original da saída à EEA da UFRGS, a diretoria do COA-POA optou pela alteração da data da saída para o dia 16 de agosto de 2015.

Equipe do COA-POA.

Foto: Fabio Duarte
Em Porto Alegre já foram registradas mais de 270 espécies diferentes de aves. Se compararmos com o total de espécies encontradas no Rio Grande do Sul, que é de 680, pode até não parecer muito. Os motivos são óbvios, pois estamos falando da maior área urbanizada do Estado. 
Esse fato, entretanto, não impede que registros absolutamente inesperados ocorram de vez em quando na capital. Foi o que aconteceu no último feriado de Tiradentes, quando Fabio Duarte deparou-se com um pavó (Pyroderus scutatus) em pleno Jardim Botânico. 
O pavó é um pássaro raro no Rio Grande do Sul, onde é considerado ameaçado de extinção, já que necessita de extensas áreas de florestas bem preservadas para sobreviver. Com quase meio metro de comprimento, chama a atenção não só pelo porte avantajado, mas também pelo colorido berrante da plumagem do peito. Sua dieta consiste principalmente de frutos carnosos e grandes insetos. No período do acasalamento, os machos se reúnem em grupos para se exibir às fêmeas em arenas coletivas nas copas da mata. Nessas ocasiões, emitem um canto grave e profundo, que lembra sopros no gargalo de uma garrafa.
Segundo Glayson Bencke, diretor técnico-científico do COA-POA e ornitólogo da Fundação Zoobotânica do RS, em regiões com matas muito pequenas os pavós dispersam-se à procura de alimento ou de parceiros e acabam por se perder. — Assim, indivíduos solitários ocasionalmente aparecem em locais inesperados, pois são forçados a sair em busca de novos habitats para se estabelecer ou de outras aves para se enturmar — comenta Glayson. — Mas registros dentro de grandes centros urbanos são excepcionais e este em Porto Alegre é inédito — complementa.
O flagrante no Jardim Botânico foi muito comemorado por Fabio e seus colegas de clube e ele descreve assim a emoção do encontro inesperado:

"No feriado de Tiradentes, convidei os amigos do COA-POA para tentar algumas fotos no Jardim Botânico de Porto Alegre. Em função do mau tempo no dia anterior, não consegui adeptos e então acabei indo sozinho.

Ao chegar, o ambiente estava realmente bem silencioso, por não se tratar de uma época propícia para a fotografia e observação de aves.

No entanto, após alguns minutos de caminhada e algumas avistagens pouco interessantes, eis que surge da mata, e pousa relativamente perto de mim, uma espécie que jamais sonhara encontrar ali. Aliás, uma espécie que sequer eu tinha observado até então.

Estou me referindo ao pavó (Pyroderus scutatus), uma ave grande e imponente, de beleza incontestável mas que, tecnicamente, não deveria estar ali.

Mesmo com os mais de 10 anos atrás das lentes fotografando aves, fiquei muito nervoso e levou alguns segundos para que eu recobrasse a razão após tamanha surpresa.

Em situações normais, para conseguir uma foto perfeita, teria tentado uma aproximação maior, ou ao menos me mover para conseguir uma visada mais direta (sem interferência da vegetação), mesmo sabendo do risco de espantar a ave e não conseguir foto alguma.

Entretanto, sabendo que o registro deveria ter alguma importância científica, deixei a ganância fotográfica de lado e fiz o melhor que pude dentro das circunstâncias que aquela oportunidade me concedeu.

Imediatamente após o registro comecei a mandar mensagens para os outros diretores do clube, que confirmaram que o registro foi realmente inusitado."

Recentemente, a espécie foi observada também na área do Polo Petroquímico, em Triunfo, e no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, entre outros locais. Para Glayson, essas aparições isoladas de pavós ao longo dos últimos anos são um indício de que a espécie está se recuperando, após ter sido praticamente extinta na maior parte do Rio Grande do Sul, exceto nas grandes reservas florestais do extremo norte.

— Mas é provável que áreas urbanas funcionem mais como sumidouros para a espécie, ou seja, locais onde as aves ficam expostas a altos riscos e acabam sucumbindo. Porém, pequenas áreas de mata na zona rural podem favorecer a dispersão, servindo como trampolins — ressalta o ornitólogo.


Segue abaixo a relação da única chapa inscrita para eleição da diretoria do COA-POA marcada para o próximo sábado (21/03/14): 

Chapa 1:
Presidente: Walter Hasenack

Vice-presidente: Helena Backes
Diretor técnico-científico: Glayson Ariel Bencke
Diretor de relações institucionais: Maria do Carmo Both
Diretor administrativo-financeiro: Osmar Sehn
Diretor de tecnologia: Fabio Duarte

Conselho fiscal:
Titulares: Gilberto Sander Müller, Diógenes Borges Machado, Jair Gilberto Kray
Suplentes: Aurélea Mäder, Marcelo Alievi, Cybele Kelm Marques

Ao final da nossa última reunião, no dia 25/10, no Jardim Botânico, a associada Helena Backes realizou a doação do livro Mamíferos do Rio Grande do Sul, que agora está à disposição dos associados que quiserem consultá-lo.
 
Muito obrigado à Helena pela doação desta bela obra.
 

A Abrajet-RS, que participa todos os anos do Festival de Turismo de Gramado (Festuris), neste ano de 2014 vai apoiar ações que valorizam a preservação do meio ambiente, levando uma mostra do Clube de Observadores de Aves de Porto Alegre (COA-POA). Como o turismo de observação de aves, muito desenvolvido em outros países, vem crescendo entre brasileiros e no Rio Grande do Sul, a Abrajet-RS optou por levar a mostra de aves que foi concebida com objetivo de alertar para os riscos de extinção das espécies, pelo Dia da Aves neste ano. Composta por 36 fotos de  observadores associados ao COA-POA, a exposição é de pássaros avistados em Porto e Alegre e no Estado. O Festuris será 06 a 09 de novembro 2014, com temas técnicos no Palácio dos Festivais, enquanto a Feira ocorre  no Serra Park, em Gramado. “Se chegamos na 26ª edição do Festuris, é porque no caminho encontramos parceiros gaúchos que acreditaram e continuam acreditando no turismo do Rio Grande do Sul”, enfatizou Marta Rossi, na solenidade de lançamento do evento, na Capital gaúcha.

A ideia de levar a mostra sobre as aves do RS ao Festuris visa alertar para o desmatamento que culmina com o desaparecimento de algumas espécies de animais e aves e agregar parceiros do setor de turismo na luta pela preservação.  " O turismo é uma indústria limpa, cuja luta maior é pela paz, pela integração entre os povos. Certamente o profissional do setor será um observador atento ao material que iremos levar para o Festuris", afirma Jurema Josefa, presidente da Abrajet-RS. A entidade recebeu apoio, para concretizar o projeto, da diretoria do Festuris, de Móveis Masotti e de Comunicação Due Company  Relacionamento com a Imprensa e Estratégia Comunicação e Marketing.   Jurema destaca que estudos realizados neste ano pela Fundação Zoobotânica do RS indicaram que cerca de 772 espécies de plantas correm risco de desaparecer, de um total de 1.245 vegetais pesquisados. Nesse grupo figura inclusive a araucária - com muitas sementes  não germinando ou não gerando frutos, o que prejudica também a existência de aves que vivem dessas plantas. Já a pesquisa sobre as  aves, sob a responsabilidade do biólogo Glayson A. Bencke, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e sócio-fundador do COA-POA, indicou 91 espécies de aves que foram enquadradas em uma das três categorias de extinção (vulnerável, em perigo e criticamente em perigo), além daquelas já consideradas extintas.

As duas entidades - Abrajet-RS e COA-POA - avaliam que o incentivo para a observação de aves é uma das formas para a preservação do meio ambiente e também para desenvolver o turismo. Muitos países contam com milhares de observadores, como os Estados Unidos que tem 48 milhões de birdwatchers, gerando uma receita direta, entre viagens e equipamentos ( máquinas fotográficas, binóculos, camuflagens, etc) de 36 bilhões de dólares, e mais de 600.000 empregos. No site wikiaves do Brasil, hoje existem 20.000 observadores registrados, muitos desses sócios do COA-POA. Pesquisadores e mesmo observadores amadores viajam por tudo o mundo em busca de avistagem das aves,  o que dá uma ideia de quanto este mercado de turismo voltado ao meio ambiente ainda pode crescer. O Rio Grande do Sul é procurado por muitos observadores internacionais em busca de aves endêmicas que só existem em locais restritos, sendo os locais mais procurados  os municípios de Tavares  e Mostardas, os Campos de Cima da Serra, e até mesmo Porto Alegre, onde a existência de muitas espécies ocorre em áreas urbanas. O estande da Abrajet-RS é o 120B, na rua das Verbenas, no Serra Park.

Interessados em contatar com as entidades podem buscar no:

www.abrajetrs.tur.br/ e www.coapoa.org

Envia: Jornalista Jurema Josefa, fone 51.84040711

Em recente saída ao Parque Estadual do Espinilho, os integrantes do COA-POA tiveram a felicidade de registrar uma nova espécie de pica-pau para o RS. Trata-se do pica-pau-anão-barrado (Picumnus cirratus), avistado e fotografado no dia 21 de junho.

Uma nota a respeito desse registro inédito foi escrita por alguns associados que participaram da saída. Após ser revisada pelo diretor técnico-científico do COA-POA, Glayson Ariel Bencke, foi encaminhada, em 21 de agosto, para publicação em uma revista científica brasileira.

Em reunião de diretoria do COA-POA realizada na noite do dia 26 de junho, foram decididas as seguintes alterações no calendário do Clube para o segundo semestre de 2014:

1) Dia da Ave - como a data original, que era 5 de outubro, coincide com o primeiro turno das eleições no Brasil, foi decidido antecipar a atividade para o sábado, dia 4 de outubro. Também decidiu-se alterar o local do evento, que antes era no Parque Farroupilha em Porto Alegre, e agora será no Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul. A atividade será promovida pelo Núcleo de Educação Ambiental do COA-POA e visa levar ao público informações sobre a observação de aves e proteção ambiental.

2) Saída a campo em outubro - nos dias 18 e 19 de outubro está programada uma saída a campo, que não mais acontecerá em Dom Pedro de Alcântara, mas na Estação Ecológica Estadual de Aratinga. Justifica-se esta alteração pelo fato de que existem, na Estação Ecológica, condições mais favoráveis para observação, com a probabilidade de encontrarmos maior número de espécies de aves do que no local originalmente planejado.

3) Saída a campo de novembro - O COA-POA foi convidado a participar e também a colaborar com o Festival de Aves Migratórias que será realizado em Mostardas, nos dias 13 a 16 de novembro. Ocorreu coincidência com a data programada para a saída ao Morro do Coco - zona sul de Porto Alegre, no dia 15 de novembro. A diretoria do COA-POA acredita que as atividades oferecidas durante o Festival de Mostardas serão de grande proveito para a maioria dos associados. A colaboração do COA-POA durante o festival se dará através da promoção de uma Oficina de Iniciação à Observação de Aves, nos moldes da que será oferecida em Porto Alegre, no dia 27 de setembro. Haverá também uma palestra proferida pelo diretor técnico-científico do COA-POA, Glayson Ariel Bencke. A participação no Festival também oferece ao associado maior liberdade na escolha de datas, dado que ele acontecerá ao longo de 4 dias. Optou-se assim pela substituição da saída ao Morro do Coco pela participação no Festival de Aves Migratórias de Mostardas - Lagoa do Peixe.